SEUL (Reuters) - O fracasso em agir rapidamente para combater as mudanças climáticas pode provocar o aumento da violência e uma grande instabilidade no mundo, uma vez que os padrões climáticos globais mudam drasticamente, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta terça-feira.
Ban Ki-moon, Secretário Geral da ONU, discursa durante conferência sobre meio ambiente
"Se nós falharmos em agir, a mudança climática vai intensificar as secas, as enchentes e outros desastres naturais", disse Ban em um fórum próximo de Seul que acontece semanas antes de uma conferência do próprio secretário-geral sobre as mudanças climáticas, em setembro.
"A falta de água vai afetar centenas de milhões de pessoas. A subnutrição vai tragar grandes partes do mundo em desenvolvimento. As tensões vão piorar. A instabilidade social -- incluindo a violência -- pode acontecer", afirmou Ban no evento em Incheon.
As emissões de gases causadores do efeito estufa são consideradas a principal causa para o aquecimento global. Os países vão se reunir em Copenhague em dezembro para trabalhar em um novo acordo climático global para reduzir as emissões que substituirá o Protocolo de Kyoto, que termina em 2012.
Ban, que considerou a mudança climática um tema fundamental para a humanidade, pediu que líderes mundiais atuem rapidamente para que um acordo possa ser alcançado em Copenhague.
Esta semana representantes de 180 países se reúnem em Bonn, Alemanha, para negociar sobre o clima, em meio a alertas de que o tempo está passando para que um acordo bastante completo seja concretizado até o fim do ano.
(Por Jon Herskovitz; com reportagem de Alister Doyle em Bonn)
Durante as 32 horas que permaneceu em Rio Branco (AC) para ouvir familiares, amigos e aliados políticos a respeito do convite para trocar o PT pelo PV, o comportamento da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, deixou em todos os interlocutores a certeza de que será mesmo candidata a presidente da República.
Foram horas marcadas por ansiedade, choro e ranger de dentes. Em várias ocasiões, a senadora e seus aliados não conseguiram controlar a emoção. Choraram ao relembrar de fatos que foram permeados por apelos para que permaneça no PT.
Durante as conversas, Marina Silva várias vezes se referiu ao PT como “o nosso partido”, mas um apelo evidenciou ainda mais a disposição dela de se desfiliar da legenda para estabelecer uma nova fase na sua trajetória política.
- Vocês não precisam me acompanhar. Permaneçam no PT e mantenham a coesão da [coligação] Frente Popular do Acre para que possam ser ampliadas as conquistas até aqui alcançadas nos três mandatos consecutivos de nosso partido. Esse é um projeto político que tem dado certo no Estado - afirmou.
- Tenho que ser sincero: a luta da Marina tem ganhado um projeção cada vez maior no cenário nacional e mundial. Nós não temos a menor possibilidade de pressioná-la para mudar o que pensa e faz - é o que tem respondido de essencial o governador.
Marina Silva deixou claro a alguns de seus interlocutores que não vai esperar até o final do mês para anunciar sua decisão, que acontecerá após manter mais algumas conversas em Brasília. É possível que o anúncio da decisão ocorra na próxima semana.
O maior problema para os petistas do Acre é como se explicar de uma provável cobrança do presidente Lula, que alegará o apoio de sua gestão ao governo estadual. Por ora, os petistas não têm resposta no caso de Lula os responsabilizar por permitirem que Marina Silva esteja mudando o cenário da sucessão presidencial.
Pode ser que a Marina esteja entrando pela porta da frente, se for eleita presidente, e pode ser que ela seja responsável por um retrocesso irreparável para a geração atual, tanto no Acre quanto no Brasil
- Boa sorte, Marina - disse o líder estadual do PCdoB ao abraçar e beijar a testa da senadora dentro avião.
Com simpatizante do anarquismo que sou, não tenho nenhuma esperança de que este sistema político que ai está possa realmente produzir uma mudança significativa noBrasil e mundo. Também creio que, por mais bem intencionada que possa ser a Marina Silva, nesse sistema atual ou você se corrompe para chegar ao poder ou você é deposto se continuar a incomodar quem manda. Não me iludo, mas respeito uma das figuras mais admiraveis da políticia atual, alguém que quando esteve como ministra do meio ambiente fez o que pode pela Amazônia, e depois saiu por perceber que a função exercida era mera demagogia, porque no fundo mesmo ninguém esta nem ai para a devastação da Amazônia, o que querem mesmo é apropriação das terras para render mais dinheiro ao país e empresários. Acredito que ela nem tenha chance, caso se candidate, e pode até ser que se corrompa caso chegue ao poder. Ainda assim, apesar de tudo, votaria nela, é uma forma de prostestar contra a ilusão que foi PT, contra a hipocrisia que é o PSDB. Sonhar é preciso....
6 de Agosto de 1945, EUA. Lançou sobre a população civil da cidade japonesa de Hiroshima, no sul do país, uma bomba atômica que causou a morte instantânea de 100.000 pessoas. Três dias depois, em 9 de agosto, lançou outra bomba atômica em Nagasaki que provocou 75.000 mortes imediatamente. O número de vítimas mortais devido as conseqüências da radiação nos anos posteriores são incontáveis.
Durante Segunda Guerra Mundial, Hiroshima era uma cidade de considerável importância militar. Nos arredores da cidade se encontrava o Segundo Exército que defendeu o sul de Japão, no seu quartel existia um centro de comunicação, um depósito para armas e uma área destinada a abrigar tropas. Nos arredores da cidade ainda existiam algumas indústrias. Nada disso foi atingido pela explosão que só destruiu o centro da cidade (onde havia uma imensa maioria de civis).
A população de Hiroshima tinha mais de 380.000 habitantes no começo da guerra mas a eminência de um ataque reduziu para aproximadamente 255.000 habitantes devido a pessoas que evacuaram a cidade.
A DECISÃO
Na primavera de 1945 os serviços de inteligência estadunidense haviam decifrado as chaves usadas pelos japoneses e as “interceptações mágicas” (assim chamadas pelos os serviços de inteligência) chegavam pontualmente ao presidente Truman. Por elas os norte-americanos puderam conhecer as intenções do Japão para negociar uma rendição.
Em junho de 1945 o imperador Hirohito mudava o governo e nomeou o almirante Kantaro Suzuki como primeiro ministro e a Shigenori Togo como ministro das relações exteriores, ambos, partidários de negociar o fim da guerra.
O ministro Togo deu instruções a seu embaixador em Moscou para que a União Soviética (única grande potencia que naquele momento se encontrava em paz com o Japão como resultado do pacto de neutralidade que ambos firmaram em 1941) mediasse uma rendição. Esta comunicação foi interceptada pelos serviços de inteligência estadunidenses.
O Presidente Truman exigiu a rendição incondicional do Japão. O ex-presidente Herbert C. Hoover, entre outros, lhe aconselharam, como único meio para conseguir a rendição do Japão, garantir a figura do imperador. É objeto de discussão o que o secretario de estado James F. Byrnes foi o único que lhe aconselhou a manter as exigência de rendição incondicional.
Em 4 de Julho Churchill comunica a Truman a aprovação da Grã-Bretanha do uso da bomba. O objetivo seria uma cidade que havia disposto instalações úteis para os japoneses durante a guerra. Também, seriam cidades que não houvessem sofrido com os bombardeios a que estava sendo submetido o Japão para melhor avaliar os efeitos da bomba.
Em 17 de Julio de 1945 Truman, presente na Conferência de Postdam, recebe a notícia dos resultados de Trinity: “Baby satisfactorily born” (nascimento satisfatório do bebê): Estados Unidos haviam provado com êxito a bomba atômica e o exército já dispunha de delas para seu uso imediato.
Durante o transcorrer da conferência de Postdam, o Imperador Hirohito envia uma mensagem pessoal a Stalin expressando seus desejos de por fim a guerra o mais rápido possível e envia como emissário um príncipe membro da casa real. Truman e Stalin mantiveram conversações sobre as intenções de rendição japonesa. Truman anotaria em seu diário: “Telegrama do imperador japonês pedindo a paz. Parece que os japoneses se renderam antes da entrada da Rússia.”.
Em 2 de agosto, a ConferÊncia de Postdam conclui com uma declaração na qual se exige ao Japão a rendição incondicional. Seguindo a proposta do secretário de estado James F. Byrnes foi retira a cláusula que garantia a autoridade do imperador. Truman, desde Postdam, no espera a conclusão da conferência da a ordem de lançar a primeira bomba atômica.
6 DE AGOSTO DE 1945
Em 6 de agosto de 1945 Hiroshima sofreu o primeiro bombardeio atômico do mundo, promovido pelos Estados Unidos. A bomba nuclear que caiu foi a segunda do mundo, a primeira havia sido detonada como teste em Alamogordo (Texas).
As 7:00 da manha os radares japoneses haviam detectado algumas aeronaves estadunidenses aos redores do país. O alerta foi tocado e se interrompeu as transmissões de rádio em varias cidades, entre elas Hiroshima.
As 8:12 h, o B-29 Enola Gay soltou a bomba atômica Little Boy sobre o centro da cidade e se espalhou com grande velocidade. Para aumentar seu alcance letal, a bomba estava programada para atingira uns 300 m de altura. A 8:15 h a bomba explodiu com uma explosão da magnitude de 12.000 toneladas de dinamite, queimando mais de 80.000 pessoas.
VÍTIMAS
Se estima que nos primeiros meses depois da explosão morreram 60.000 cidadãos de Hiroshima devido a radiação causada pela explosão. No entanto, este total não inclui as vítimas de enfermidades causadas pela radiação.
NAGASAKI
As 11:02 da manhã 9 de agosto de 1945, o bombardeiro estadunidense Bockscar deixou cair a bomba atômica Fat Man, a segunda bomba atômica a ser detonada sobre o Japão e no mundo. Arrasou quase a metade da cidade 75.000 dos 240.000 habitantes de Nagasaki foram mortos, ainda morreram uma soma equivalente devido a enfermidades e feridas. Se estima que a soma total de muitos foi de mais de 100.000.
GENOCÍDIO
Quase de imediato depois do termino da Segunda Guerra Mundial, e pesistindo até o dia de hoje, tem se questionado os bombardeios sobre a duas cidades.Seu uso tem sido qualificado de bárbaro e genocida já que atualmente se sabe que o presidente Harry Truman estava informado de que o imperador Hirohito tinha a intenção de se render e que no momento do ataque, o território dos Estados Unidos não estavam em perigo. Ao invés de destruir uma base militar e um centro industrial, dezenas de milhares de civis foram mortos. Uma só demonstração de uma bomba atômica realizada em um território inóspito teria causado o mesmo efeito psicológico.
CRÍMENES CONTRA A HUMANIDADE
No momento dos bombardeios estavam em vigor as leis internacionais para tempos de guerra firmadas em Haya nos anos 1899, 1907 e a lei sobre a guerra aérea em 1923. No artigo XXV da lei de 1899 podemos ler: Está proibido o ataque o bombardeio de cidades e aldeias indefensas.
Em 1927 no artículo XXII diz assim: está proibido o bombardeio aéreo com motivo de aterrorizar a população civil, assim como a destruição de suas propriedades e a agressão a os não combatentes.
Artículo XXIV 1 - El bombardeio aéreo é legítimo somente quando está dirigido a um objetivo militar. Em 1 de setembro de 1939, o presidente dos Estados Unidos Franklin D. Roosevelt enviou uma carta de súplica aos estados adversários na recém iniciada segunda guerra mundial cujo primeiro parágrafo é o seguinte: “O presidente dos Estados Unidos aos governos de Francia, da Alemanha, da Itália, da Polônia e de sua majestade Britânica, 1 de setembro de 1939. O bombardeio aéreo destinada a populações sem defensas, tem produzido dor e a morte de milhares de homens indefensos, mulheres, e crianças, tem afetado os corações de cada homem e mulher civilizados e produzido uma sacudida na consciência da humanidade.”
Naquele tempo, os bombardeios sobre Hiroshima e Nagasaki já tinham a consideração de crimes contra a humanidade. Os combatentes de uma guerra não tem direitos ilimitados e a vida da população civil é um bem que deve ser preservado acima de qualquer consideração. Tão pouco vale os atenuantes, porque nos crimes contra a humanidade não existem os atenuantes.
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Quando li esta notícia me lembrei de todo o estardalhaço feito sobre a chegada do homem na lua. O feito foi alvo de reportagens especiais em jornais e revistas, simplesmente por que enaltece os norte-americanos. Quando a data é vergonhosa, ninguém fala, ninguém reflete.
Vinte anos depois de seu último congresso, a Al Fatah, partido fundado por Yasser Arafat em 1958, busca seu caminho, revitalizar sua direção com sangue novo e reforçar seu antigo prestígio, hoje dilacerado. A corrupção de décadas é uma laje pesada, como são os frutos nulos colhidos durante 20 anos de negociação com Israel e três processos de paz frustrados. O presidente palestino e líder da formação, Mahmud Abbas, inaugurou ontem em Belém o sexto congresso com uma reflexão de duas horas sobre a história e as virtudes do movimento que hoje só governa a Cisjordânia, porque o Hamas é dono de Gaza. Abu Mazen, apelido do mandatário, pronunciou um discurso de equilibrista político: "Embora a paz seja nossa escolha, nos reservamos o direito à resistência, legítima segundo o direito internacional... Não estraguem nossa luta com o terrorismo". "Ninguém pode nos conduzir aonde não quisermos ir", afirmou o veterano e moderado líder, referindo-se aos atentados suicidas cometidos pelos grupos armados islâmicos no passado recente. É que o Hamas e a divisão abissal na Palestina planam sobre um congresso presidido por um enorme cartaz com a fotografia de Arafat. Sem reconciliação com os fundamentalistas - à margem dos obstáculos que Israel já coloca -, será um heroísmo que Barack Obama consiga seu objetivo de impor a paz no Oriente Médio.
Abbas escolheu cuidadosamente suas palavras. Alguns de seus correligionários utilizaram a expressão "luta armada". Mas o chefe da Autoridade Palestina evitou pronunciar a palavra "armada". "Ele vai empregá-la o mínimo possível", afirma uma fonte da organização do congresso. Porque o termo "resistência" inclui a desobediência civil, conceito que foi levantado no rascunho do programa político. Nesse documento se admite certo grau de violência, embora sempre nos territórios ocupados - incluindo Jerusalém Leste -, como método para lutar contra a colonização da Cisjordânia e contra o muro de concreto e a cerca metálica que mordem pedaços do território ao longo de seus 750 quilômetros. E se contempla a possibilidade de declarar unilateralmente um Estado palestino nos territórios conquistados em 1967 caso não se alcance um acordo político com o Estado sionista.
O rascunho citado prevê, de todo modo, que a Fatah recusará reconhecer Israel "como Estado judeu", uma das exigências do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para ter acesso à criação de um Estado palestino que em nenhum caso teria as atribuições de soberania de qualquer país do mundo. Admitir essa condição representaria uma renúncia antecipada aos direitos dos refugiados, um assunto crucial para os palestinos, além das consequências que poderia acarretar para o 1,5 milhão de árabes-israelenses, que de fato sempre foram cidadãos discriminados. Belém foi literalmente tomada pelos corpos de segurança. Quase não circulavam carros e menos ainda nas proximidades do Colégio Terra Sancta, sede do congresso. Desde as 8 da manhã começaram a chegar os 2.200 delegados com direito a voto - 350 ausentes de Gaza por impedimento do Hamas - para eleger o comitê central da Al Fatah (21 membros) e o Conselho Revolucionário (120). Dirigentes procedentes da Síria, Jordânia, Líbano, Tunísia, Ucrânia, Chile ou Reino Unido desfilavam entre sorrisos e abraços. Alguns não se viam há três décadas. Todos, exceto algum envolvido no atentado terrorista de Munique em 1972, tiveram permissão de Israel para participar do primeiro congresso em solo palestino.
Um simples olhar bastava para constatar a imperiosa necessidade de renovação. O que hoje domina os órgãos de direção é quase uma gerontocracia. Estavam ausentes líderes importantes como Faruk Kadumi, que semanas atrás acusou Abbas e Mohamed Dahlan, um dos homens-fortes e ao mesmo tempo mais detestados inclusive em suas fileiras, de instigar o assassinato de Arafat.
A velha guarda, repleta de líderes desacreditados, ligados pela maioria dos palestinos à corrupção desenfreada que dominou a primeira década da Autoridade Palestina, lutará para sobreviver. É o que reconhece sem rodeios Nabil Amr, embaixador da Organização para Libertação da Palestina (OLP) no Egito, que busca um assento no Comitê Central: "A Fatah está cheia de ladrões, espiões e corruptos. Só sobrevive por sua proximidade das pessoas". Muitos chamam isso de clientelismo. Diante deles, os dirigentes jovens - muitos são cinquentões - lutarão por sua cota de poder. Naser al Qidua, figura emergente e sobrinho de Arafat, explicou: "O melhor seria combinar a velha geração com a nova".
Aparentemente a terra, como tantas outras coisas é um objeto descartável e tem prazo de validade. Há qualquer momento teremos de sair dela e já estão procurando outros mundos para uma nova casa da nossa decadente civilização.
Não deve nos surpreender a existência de tantos projetos espaciais, pois a destruição que o nosso planeta tem sofrido, no século passado, tem sido devastadora. O capitalismo não tem misericórdia para explorar os recursos naturais e impor um sistema predatório que nos condena à morte. Sem dúvida, no campeonato mundial de estupidez a chegada do homem branco para a lua está em primeiro lugar.
Como se pode gabar-se de tal profanação? Claro que o espírito imperialista prevalece sobre a razão, a ética ou moral. E nós, tão mansos e submissos, lhes e aplaudimos em suas travessuras e acreditamos serem eles nossos heróis e super-homens. Não há mais o que observar com o mundo todo idiotizado pela propaganda que a imprensa cospe. Hoje se celebra o quadragésimo aniversário da chegada do homem a lua.
Como se isso não bastasse os astrônomos, nomeiam o território estelar à vontade se autoproclamando descobridores de planetas, satélites, estrelas, galáxias e constelações a que tem apelidado a seu capricho, Incluindo até os que tem registrado com títulos de propriedade. Embora pareça ficção a científica tem privatizado tudo, o cosmos foi
mapeado de forma semelhante a partilha do continente africano realizado em 1885 no congresso de Berlin.
Desde os anos sessenta a corrida espacial pôs Estados Unidos e União Soviética, em uma concorrência feroz para saber quem seria o primeiro a conquistar espaço. Claro que as duas superpotências da Guerra Fria estavam disputando honra e prestígio. Em uma verdadeira corrida contra o relógio para se tornar os vencedores e para exaltação do orgulho nacional, ninguém se vai dar o braço a torcer. Lançaram uma série de foguetes experimentais não tripulados e tripulados por cães, gatos, canários, macacos até que finalmente no ano 1961, Yuri Gagarin, um russo mulherengo e amante de vodka, saiu da órbita da Terra a bordo da Vostok 1 “Daqui não vejo Deus” foi a famosa frase que emitiu o cosmonauta no espaço. Ele não viu porque não havia percebido que ele tinha se tornado deus.
Os americanos tiveram que superar este feito, foram humilhados e seria necessário planejar uma contra ofensiva. Confrontado com o enorme desafio o Presidente Kennedy prometeu que antes do final da década os E.U.A iriam enviar uma missão tripulada à lua. Ele gastou milhões e milhões de dólares no planejamento desta odisséia, que desperdiçou um inimaginável número com o qual poderia ser pago o orçamento para a educação e a saúde de todos os países do Terceiro Mundo durante cinco anos.
Contam as lendas que a viajem a nosso satélite situado a 400.000 kilômetros de
distancia era um dos sonhos que causava obsessão no ser humano, agora uma “raça superior” havida sido escolhida por Deus para torná-la realidade.
Em 20 de julho de 1969, Collins e Neil Armstrong anunciaram no módulo Eagle Aldringen, durante a sua estada a bordo da Apollo 11, a aterragem tranqüila sobre o «mar de tranqüilidade." Armstrong, às 2: 56 horas foi o primeiro homem consumar o feito "um grande passo para a humanidade" disse radiante, antes de atropelar a superfície lunar. Como não poderia faltar aos Yankees em sua aventura estrelar ficaram uma bandeira norte americana. Por fim colocar uma placa que diz: "Nós viemos em paz em nome de toda a humanidade" , paz? a Sétima Cavalaria, que semeou a morte e o sangue, manchando os mais remotos cantos da terra?
Ainda existem os que
asseguram que tudo o que vimos através
da televisão foi apenas um produto hollywoodiano, ou
montagem monitorada pelo criador de 2001- Odisséia no espaço, Sr. Stanley Kubrick Stanley Kubrick
Piratas espaciais que mancharam nossa lua sem nenhum remorso, a lua dos amantes e poetas. A imprensa mundial saudou o épico com manchetes como "tem sido o maior êxito depois da descoberta da América", “a história está dividida em antes e depois do desembarque”.
Eles fizeram alguma contribuição significativa para o bem-estar humano? Talvez tenham descoberto o segredo para erradicar a fome do planeta ou uma forma de lutar contra as injustiças sofridas por milhões de pessoas que não
tem água, abrigo ou um teto e morrem como moscas devido a pragas e doenças?
Se soubessem os pobres da terra que sobrevivem com um dólar por dia que esses canalhas depois de décadas de investigação e gastos faraônicos simplesmente partiram para um safári espacial, para trazer de lembranças apenas um monte de pedras e areia.
Alguns argumentam que, graças a cientistas da NASA hoje se pode desfrutar dos avanços tecnológicos, como
computadores, televisão por satélite e outros. Mas a verdade é que a tecnologia tem incidido para a melhoria da indústria do armamento e do seu
infernais métodos de destruição e morte.
Que mais se pode esperar de herdeiros de Colombo, Cortés, Pizarro, Morgan, Drake, Raleigh, pertencentes a uma raça de cidadãos de um império arrogante e caprichoso? Esses canalhas nos querem fazer acreditar que isso é progresso, os norte americanos, genocida, inventores das bombas atômicas e de armas são tão poderosas que são
capazes de destruir todos os vestígios da vida na Terra, em segundos dearte e magia vêm até nós com o conto de amor e de fraternidade.
Não é de admirar que estas coisas aconteçam porque as características da civilização ocidental são megalomania, narcisismo, egocentrismo, e delírios de grandeza. O primeiro a alcançar o Everest, o pólo sul ou pólo norte, o curso do mundo em um balão, de bicicleta ou de burro, registra o seu nome em letras ouro nos anais da história. Porque estes são mais divinos que seres humanos e que a única coisa que interesse a eles, é ser coroado com os deuses do Olimpo.
"Eu não conheço felicidade maior que a alegria de reconhecer-me nos demais. Talvez essa seja, para mim, a única imortalidade digna de fé. Reconhecer-me nos demais, reconhecer-me em minha pátria e em meu tempo, e também me reconhecer em mulheres e homens que são meus compatriotas, nascidos em outras terras, e reconhecer-me em mulheres e homens que são meus contemporâneos, vividos em outros tempos."
As palavras são de Eduardo Galeano ao ser condecorado com a Ordem de Maio, da República Argentina.
Conheci os escritos de Gaelano através de Felipe Liberal, desde então ele tem sido leitura obrigatória em minha formação. Em sua condecoração ele disse se reconhecer nos outros. Che dizia que somos todos irmãos. Ambos falam por mim, são meu intelecto e minha boca.
Os movimentos nunca acreditaram na mesa de "negociação" encabeçada pelos E.U.A, e pensam em seguir com a pressão nas ruas, para isto convocam uma parada nacional.
Os movimentos sociais hondurenhos anunciaram este domingo que a partir de segunda-feira protagonizaram novas manifestações de resistência pacífica, assim como uma paralisação nacional para a próximo quinta e sexta-feira, isto devido a suspensão do diálogo na Costa Rica de onde no se não se chegou a um acordo para restituir a ordem constitucional em Honduras. Assim o confirmou o dirigente social, Juan Barahona, em entrevista exclusiva para a TELESUR, após o término de uma assembléia popular em Tegucigalpa que estabeleciam as ações a serem realizadas, por parte dos movimentos sociais contrários ao golpe de Estado. Os movimentos sociais contavam com una agenda paralela porque desde o inicio, não acreditavam na mesa de negociação instalada na Costa Rica com Óscar Arias como mediador. "Em nossa agenda seguimos contrários ao golpe de Estado. A práticas na Costa Rica eram para ser um passo a mais na luta. Mas estas conversações fracassaram desde a primeira reunião, por isso nós não esperávamos nada", concluiu Barahona. Disse que os golpistas que ocupam o poder em Honduras, "não tem interesse em um acordo, só estão ganhando tempo para desgastar a resistência do povo e se consolidar no poder". Assim mesmo, anunciou que os movimentos sociais convocaram uma concentração em frente ao Congresso Nacional, no centro de Tegucigalpa. Apontou que com o fracasso das negociações na Costa Rica, também fracassou o presidente Óscar Arias. "Agora é necessário o retorno de Manuel Zelaya ao país, assim fortalecemos a resistência. Vamos derrotar a os golpistas, hoje mais que nunca Zelaya deve voltar”. Nelson Ávila (Analista político e ex-assessor do presidente Zelaya), disse que a verdade e a justiça se ganham nas ruas e nas idéias. El golpe de Estado antipatriótico e anticonstitucional aplicada pela extrema direita é uma verdadeira ditadura; mas esta ditadura vai a cair com a aliança de todas as organizações populares e pela luta dos povos que crêem que uma Honduras popular é possível. Aúnica forma de construir una sociedade popular democrática é que o povo se pronuncie dizendo que quer que o regresso do presidente Zelaya e que se restitua a ordem constitucional em Honduras.
Thulio é formado em História pela UNICAP. Atualmente cursa no Mestrado na UFPE, é professor do Estado de Pernambuco e leciona em colégios do Recife e Olinda.